Estudantes da URI exploram fauna e cultura no Uruguai em experiência de campo inesquecível

Entre os dias 18 e 22 de junho, acadêmicos dos cursos de Medicina Veterinária e Ciências Biológicas da URI trocaram a sala de aula por uma imersão prática além das fronteiras brasileiras.
A atividade, que integrou as disciplinas de Manejo de Fauna Silvestre e Fisiologia Animal, uniu observação da fauna, contemplação de paisagens e contato direto com aspectos socioculturais do Uruguai.


Da campanha gaúcha ao litoral uruguaio

A jornada começou no Taim, com a observação de espécies em uma das áreas de preservação mais ricas do Rio Grande do Sul.
Logo depois, já em solo uruguaio, o grupo visitou a histórica Fortaleza de Santa Tereza e percorreu a trilha selvagem que liga Barra de Valizas ao Parque e ao Farol de Cabo Polônio.

O trajeto incluiu travessia de barco, paradas em mirantes naturais como o Cerro de la Buena Vista e a Piedra del Franciscano, além de uma longa caminhada pelas dunas de Cabo Polônio e pela intrigante Playa la Calavera, conhecida pela presença de inúmeras carcaças de animais marinhos.

A entrada no parque, feita a bordo de um caminhão adaptado em estilo safári, foi um dos momentos mais marcantes. Ali, os acadêmicos puderam observar de perto espécies emblemáticas como lobos-marinhos (Arctocephalus australis), leões-marinhos (Otaria flavescens), tartarugas-cabeçudas (Caretta caretta), jacarés (Caiman latirostris), capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris) e o imponente tachã (Chauna torquata).


Cenários de cartão-postal

No último dia, o grupo conheceu a Fazenda La Pataia, famosa por sua produção artesanal e pelo charme rural, seguiu pela Laguna Garzón e pelo Farol José Ignacio, encerrando o roteiro com um pôr do sol cinematográfico em Punta Ballena, diante da icônica Casa Pueblo.


Aprendizado além da teoria

Para o professor Jorge Reppold Marinho, responsável pelas disciplinas e acompanhante da turma, a viagem proporcionou “um olhar mais contemplativo da natureza, principalmente da fauna e das paisagens litorâneas”, além de fortalecer vínculos e o espírito coletivo.

A acadêmica Maria Pedott definiu a experiência como transformadora:

“Foi incrível visitar lugares históricos, conhecer novas culturas e a diversidade de animais e vegetais. Crescemos como estudantes e como pessoas. Sem dúvida, foi uma das melhores experiências da minha vida.”

A integração entre os cursos e professores também foi um ponto alto da atividade, reforçando que, mais do que observar, é preciso aprender a “linguagem da natureza” — como já dizia Heráclito:

“Os olhos e os ouvidos são inúteis para os homens, se seu espírito é incapaz de aprender a linguagem da natureza.”

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